quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Fisioterapia: Fator de Prevenção e Tratamento em Pacientes Hospitalizados

Em pacientes hospitalizados é comum o aparecimento de alterações decorrentes da imobilidade prolongada a que são submetidos. Normalmente os sistemas respiratórios, cardiovascular e neurológico dos pacientes são afetados podendo, inclusive, acarretar problemas mais graves, como pneumonias, tromboses, etc.

A fisioterapia realizada nesses pacientes visa a prevenção e o tratamento de doenças respiratórias e alterações que acompanham as doenças neurológicas, ortopédicas, cardiovasculares e clínicas em geral.

No sistema respiratório a imobilização continuada promove uma diminuição da força de seus músculos. Em decorrência disso, a capacidade e o volume pulmonar são alterados e a difusão alvéolo capilar sofre modificação, prejudicando o bom desenvolvimento do sistema.

Entre as principais alterações cardiovasculares estão as diminuições da eficiência da bombas musculares. Isso significa uma diminuição do retorno venoso, aumentando o risco de trombose venosa profunda. A hipotensão postural é outra conseqüência dessas alterações que se destacam no sistema cardiovascular.

Para cada semana de imobilização há uma queda de 20% da força muscular. A atrofia muscular pode resultar em falta de coordenação motora e osteoporose quando o paciente é submetido a um grande período de imobilidade. Para pacientes neurológicos pode ocorrer ainda um déficit motor, acarretando problemas como ineficácia do reflexo de deglutição, o que significa maior risco de aspiração pulmonar, alerta a fisioterapeuta.

Idosos

O cuidado com o paciente independe da idade, contudo pacientes idosos necessitam de atenção especial. A idade aumenta o risco de morbidade e mortalidade, em decorrência da natural deterioração das funções pulmonares e cardiovasculares. É comum que pacientes idosos apresentem rigidez na caixa torácica com alterações da mecânica respiratória, deficiência do reflexo de tosse o que leva a um maior risco de infecções respiratórias.

Cirurgias

Pacientes submetidos a cirurgias torácica, abdominal superior, portadores de doenças pulmonares, obesos, maiores de 70 anos e aqueles com histórico de fumo são candidatos à avaliação e acompanhamento no pré e pós-operatório. No pós-operatório o objetivo da fisioterapia, "é prevenir atelectasias, ou seja, falta de dilatação dos pulmões (principal causa de febre nas primeiras 48 horas após a cirurgia) e infecções respiratórias". Essa prevenção é feita através do aumento da capacidade residual funcional do paciente.

Numa cirurgia abdominal importante pode haver perda de 60 a 75% da capacidade vital e a capacidade residual pode cair a valores até 20% do normal. No caso de pessoas obesas a mecânica respiratória é agravada em função do achatamento do diafragma, diminuição da expansibilidade da caixa torácica e complacência pulmonar. Além disso, os obesos podem apresentar alterações circulatórias e metabólicas.

Um trabalho de fisioterapia bem feito, tanto no pré como no pós operatório, poderá significar a diferença entre um resultado de tratamento mal sucedido para um bem sucedido.

Que é a artrite reumatóide?

A artrite reumatóide (AR) é uma forma comum de artrite (artr: articulação; itis: inflamação) que produz inflamação no revestimento das articulações, causando calor, inchação e dor na articulação. A artrite reumatóide tende a persistir durante muitos anos, e afeta comumente diferentes articulações do corpo, e pode causar danos em cartilagens, ossos, tendões e ligamentos das articulações.

Nos Estados Unidos, aproximadamente 1 por cento da população, cerca de 2,1 milhões de pessoas, padecem de AR. Qualquer pessoa pode contrair AR, inclusive crianças e idosos. A doença varia de uma pessoa para outra. No entanto ela pode começar no período inicial da idade adulta. Entre as pessoas com AR, as mulheres superam os homens numa proporção de 3 para 1. A doença se apresenta em todos os grupos étnicos e em todas as partes do mundo.

Qual a diferença entre a AR e outras formas de artrite?

Uma forma importante de distinguir a AR de outros tipos de artrite é a observação do padrão das articulações afetadas. Por exemplo, a AR afeta o punho e muitas das articulações da mão, mas, em geral, não afeta as articulações que estão mais próximas das unhas. Pelo contrario, a osteoartrite, um tipo de artrite mais comum, afeta mais freqüentemente as articulações mais próximas das unhas que outras áreas da mão. Outras articulações que podem ser afetadas pela AR são cotovelos, ombros, pescoço, mandíbula, quadris, joelhos, tornozelos e pés. A coluna geralmente é poupada, excetuando-se a região do pescoço.

As pessoas com AR têm ambos lados do corpo afetados simetricamente. Ou seja, se as articulações da mão direita estão inflamados, é provável que algumas articulações da mão esquerda também estejam.

O padrão geral das articulações afetadas, juntamente com certos resultados de exames de laboratório, tornam possível que o médico possa distinguir a AR de outras doenças.

Qual é a causa da AR?

Ainda não se conhece a causa da AR. No entanto, o sistema imunológico desempenha um papel importante na inflamação e no dano que a AR ocasiona nas articulações. O sistema imunológico é a defesa do organismo contra bactérias, vírus e outras células estranhas. Na AR, o sistema imunológico funciona incorretamente e ataca as próprias articulações do corpo e outros órgãos.

Na AR, as células do sistema imunológico se deslocam do sistema vascular e invadem os tecidos das articulações, causando inflamação. O líquido que contém as células inflamadas se acumula na articulação. As células imunológicas e inflamatórias, presentes no tecido e no líquido da articulação, produzem muitas substancias como enzimas, anticorpos e outras moléculas (citosinas), que atacam a articulação e podem lesa-la.

O papel dos genes

Os genes desempenham um importante papel no desenvolvimento da AR. No entanto, os genes que se associam com a AR não são herdados de uma forma simples ou direta; ou seja, não se transmitem diretamente de pais a filhos. Os genes criam uma tendência a aumentar o risco de desenvolver AR. De fato, muitas pessoas com estes genes não sofrerão nunca de AR. Alguns genes que influenciam na tendência a desenvolver AR incluem os que controlam o funcionamento do sistema imunológico. Na atualidade, os cientistas estão realizando investigações para aumentar nossa compreensão sobre estes genes, assim como de outros fatores (como infecções, lesões, mudanças hormonais e fatores ambientais) que podem conduzir ao aparecimento da AR.

A AR pode aparecer após algum tipo de infecção?

Muitos médicos e cientistas crêem que a AR poderia se desencadear como conseqüência de uma infecção, embora isto ainda não tenha sido demonstrado até o momento. A artrite reumatóide não é contagiosa. É possível que um germe comum, a que quase todo o mundo está exposto, faça com que o sistema imunológico reaja de forma anormal em indivíduos susceptíveis de contrair AR.